(L)
Exaltava meus sentimentos às pedras
e recitava poemas vazios à lua.
Meu corpo e minha mente transbordavam sentimentos idealizados.
E eu?
Vazia. Oca de zelo, de amor...
Difinia-me soberba.
Que bom que aportou em minha vida.
Meu coração não mais pulsa apenas para bombear sangue às veias.
Mais do que permitir que eu continue viva, ele bate compassadamente na esperança de sentir o gozo de teus beijos e o desfrute de teu sorriso ao meu lado. Bate ele por um, dois três dias,meses, anos...
É pouco, comparado ao que quero viver.
É pouco ao que quero sentir.
É pouco ao que quero estar ao teu lado.
Tens um brilho cujas pupilas ainda estranham. No teu sorriso habita um anjo e teu hálito chega ao meu olfato como jasmins no alvorecer.
Quisera eu arder em chamas (em tuas chamas): que me chama, que me clama que me rouba. Meu corpo foi raptado pelo teu e não pretende voltar nunca sem a tua companhia.
Eis que chega a conjuntura das palavras. É o momento de rasgar o coração.
Tenho uma forte inclinação de alma e de coração...
Tenho um forte "VOCÊ" dentro de mim.
Eu lutei contra qualquer tipo de afeição. Contra qualquer drama afetivo, contra qualquer possível romance...
E foi em vão. Surgiste como um fogo. Me aqueceu e me queimou.
Hoje tenho marcas. Meu coração é amplamente manchado de contentamento.
Irei condená-lo por me seduzir, por me possuir e me amar de forma ímpar.
Sentença? A vida ao meu lado repleta de flores, sorrisos...
Conheceremos juntos o milagre de multiplicar a felicidade.

Escrito por Amanda Resende às 21h02
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