CIÚMES
Foi majestoso, de caráter sublime.
Porque me fizeste tão mal?
Sentimento tolo, fútil, agoniou-me por horas, horas e horas e horas.
Estendeu-se do dia à noite (passada em claro. Eis quem vos escreve: a companheira das estrelas).
A mente projetou minha emulação. Meu corpo se decompunha. Parece que nada mais havia sentido!
Para que membros inferiores se não ambicionava mais em seguir?
Putrefação de um coração jovem, sangrento. Clamou piedade em vão.
Batia apenas pelo compasso vital, pelo mecanismo do corpo - máquina permeável-;
Entrou em mim o desconhecido.
Desvirginou-me em sentimento e meus lábios,ainda tremulos pela sua chegada inesperada, balbuciavam o silêncio.
O vocábulo que nunca aparecera calou-se de vez.
Teus olhos à mim direcionavam como fogos, me queimaram em desejo conhecido, porém renovado.
Tua saliva saciou minha sede. Fartou-me inteira.
Nossos corpos pronunciaram tudo que a voz encobrira em outrora.
O meu gozo em sintonia com o teu prazer revigoraram a minha essência.
Embora meu intuito tendesse afastá-la, essa substância nunca me (te) abandonou.
Corpos mudos, supridos, sofridos...
... pela saudade que habitava nosso ímpeto.[
Fragmentos de sua angústia, tão clara à ti. Porque a mim chegara de forma estonteante?
"Descobri que sou normal... Descobri que sofro pelas mesmas besteiras que os demais, Pelas mesmas coisinhas pequenas que queimam por dentro...
...Agora, só me falta descobrir como conseguem ser tão fluentes, Se assim o fizesse, seria tão mais fácil desinflamar o coração...
...... Por isso, como me amo,dou-me a liberdade e prezo pelo livre vôo que arrisco todas as manhas. E a liberdade mental é algo que levarei comigo, mesmo quando tudo se acabar."
Escrito por Amanda Resende às 11h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|